sábado, 3 de outubro de 2009

Ao pé do mar

Começaste por te sentar para lá da duna, naquele lugar onde o mar se vai mesclando na areia, ao sabor das ondas que não cessam. O dia cinzento e ventoso envolve-te nos teus pensamentos. A processo introspectivo leva-te a momentos que preferias que fossem estórias e não fragmentos da tua juventude que começa a acabar.


Olhas o mar procurando respostas, escutas o barulho das ondas, mas elas não trazem respostas que procuras. Essas, como as perguntas que trazes estão escondidas dentro de ti.


Vieste até aqui por que precisas de pensar, e deixar que as ondas levem as dúvidas que tens.


Suspiras profundamente.


Dentro de ti gritas com o mundo por não te compreender, por não ser o lugar que sonhas-te, mesmo sabendo que os sonhos estão repletos de lugares ideais que só o são se os vires como queres ver.


Levantas-te começas a caminhar por cima da areia que as ondas alisaram, sorris, vês o mundo como os olhos o vêem e não como o coração queria que fosse.


Achas graça, agora, á ansiedade que viveste por sonhos que podiam ter sido o presente mas que foram apenas lágrimas derramadas no passado.


A distancia do tempo retira a intensidade das emoções mas oferecete em troca uma visão renovada do que foste do que vives agora e daquela para quem, por cima da areia caminhas para ser.

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