sábado, 3 de outubro de 2009

Ao pé do mar

Começaste por te sentar para lá da duna, naquele lugar onde o mar se vai mesclando na areia, ao sabor das ondas que não cessam. O dia cinzento e ventoso envolve-te nos teus pensamentos. A processo introspectivo leva-te a momentos que preferias que fossem estórias e não fragmentos da tua juventude que começa a acabar.


Olhas o mar procurando respostas, escutas o barulho das ondas, mas elas não trazem respostas que procuras. Essas, como as perguntas que trazes estão escondidas dentro de ti.


Vieste até aqui por que precisas de pensar, e deixar que as ondas levem as dúvidas que tens.


Suspiras profundamente.


Dentro de ti gritas com o mundo por não te compreender, por não ser o lugar que sonhas-te, mesmo sabendo que os sonhos estão repletos de lugares ideais que só o são se os vires como queres ver.


Levantas-te começas a caminhar por cima da areia que as ondas alisaram, sorris, vês o mundo como os olhos o vêem e não como o coração queria que fosse.


Achas graça, agora, á ansiedade que viveste por sonhos que podiam ter sido o presente mas que foram apenas lágrimas derramadas no passado.


A distancia do tempo retira a intensidade das emoções mas oferecete em troca uma visão renovada do que foste do que vives agora e daquela para quem, por cima da areia caminhas para ser.

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

O jazz que se faz ouvir ao fundo mescla-se de forma perfeita com a meia luz do espaço, espero sentado fazendo companhia a um vodka morango que vai desaparecendo ao poucos.

Esperar é algo que me angustia, mas que por chegar a horas é um lugar comum do dia a dia. É incrível como a nossa percepção de um espaço quando esperamos é totalmente diferente. De facto enquanto esperamos damos por nós a contemplar a decoração as cores a forma como combinam com as luzes.

Escutamos a playlist com atenção seguimos atentamente os empregados, acabamos por conhecer os seus pequenos tiques, decoramos a lista, os preços, olhamos em volta e reparamos o que se passa nas outras mesas.

Olhamos para o relógio, vezes sem conta e de seguida para o telemovel clamando por uma qualquer prova de vida, a ansiedade começa a notar-se, mexemos no cabelo interrogamo-nos se se esqueceram de nós, se terá acontecido algo.

Nesta altura procuramos um guardanapo e uma caneta para fazermos desenhos tentando que o tempo se escorra mais rápido. Em volta as pessoas já reparam que estamos ansiosos que olhamos para a porta esperando que entre que esperamos que nos salvem de tal situação.

Na altura em que já nos preparamos para pagar e sair vem a sacramental sms que custuma referir um atraso de alguns minutos e um elaborado pedido de desculpa.

Pergunta: Se existem telemoveis e as pessoas combinam horários porque raio é que as pessoas só selembram de uma mensagem a dizer que se vão atrasar 15 a 20 minutos da hora combinada.?

Resporta: Isso já não é avisar é constatar a realidade. GRRRRRRRRR

Ps. Não custa nada, se sabem que se vão atrasar, AVISEM ANTES e avisem também o tempo estimado de atraso, e não utilizem a irrtante 5 minutos quando ainda estão a a sair de casa e sabem que vão demorar o dobro.

Portugueses vamos mudar este traço cultural e começara a chegara a horas.

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

O primeiro

Hoje o dia foi cinzento dedicado a uma sessão de purga dos diversos demónios pessoais.

Hoje foi um dia em que escrever foi possível mesmo fora da minha zona de conforto, dos meus temas habituais.

Hoje foi o dia que escolhi para fotografar aquela fachada, daquele prédio que vai cair.

Hoje foi um dia de mudar de arriscar, de experimentar novos sabores de gelados um outro vinho para alem do habitual.

Estou ainda a processar tanta informação tantos sabores tantos sentimentos, hoje foi uma torrente de acontecimentos inesperados que levaram uns aos outros.

Hoje foi o dia de finalmente criar um blog para mostrar aquilo que escrevo todos os dias.

Hoje não é o primeiro dia do resto da minha vida, é simplesmente um em que muita coisa mudou dentro de mim.

Hoje os horizontes abriram novas portas v+e vi um quadro diferentes, um em que talvez consiga acreditar numa vida diferente.

"I see no bravery, no bravery, only sadness" , é uma música que agora já faz parte do passado

Hoje vou passar o resto da noite entregue ao jazz e a um livro interessante, e talvez ao fim da noite mergulhe novamente nas teclas do pc e as massacre com mais uma torrente de sentimentos...

A vida é um caminho, que começa da mesma forma que acaba, com um passo…